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Em 2018, o crescimento permanecerá liderado pelo consumo, mas varejistas precisam se adaptar, diz FGV

Categoria: Boletim ABVTEX em Pauta | 14 de dezembro de 2017

Robson Gonçalves, coordenador de projetos da FGV Projetos, foi quem apresentou o estudo “Cadeia Brasileira de Produtos Têxteis e de Vestuário – Estrutura Setorial, de Competitividade e de Comércio Exterior”, durante a reunião plenária da ABVTEX. Observou que “é possível apresentar a dinâmica da economia até junho do ano que vem, nada além do calendário eleitoral. Contudo, na conjuntura, o processo de recuperação da economia brasileira já está sendo sentido”.

De acordo com a estimativa da FGV, o PIB de 2017 deve crescer 0,9%. “Algo que já estava previsto há um ano. O que mudou foi a composição deste PIB. Entre os setores demandantes acreditava-se que estariam o setor da infraestrutura, comércio exterior e consumo, nesta ordem. À medida que o ano foi passando, o setor de consumo liderou e foi o grande elemento que puxou a atividade econômica este ano”, explicou Gonçalves.

Segundo ele, acreditou-se que o impulso do consumo era algo muito pontual, por conta da liberação dos valores das contas inativas do FGTS, entre outros. “Se fosse verdade, estaríamos agora sentindo o arrefecimento e não a sustentação de processo de recuperação.”

O economista afirma a percepção de que a baixa na taxa de juros causou este efeito. “A inflação surpreendeu positivamente, ao longo do ano, abriu espaço para uma queda mais rigorosa da taxa de juros e o crédito começou a mover a economia, principalmente o consumo”.

A FGV estima que, em 2018, o PIB cresça 2,5%. Este crescimento deve permanecer liderado pelo consumo, que deve ser ainda maior, em torno de 3%. “O consumidor está relativamente mais otimista do que há alguns meses, por notar o nível de emprego em lenta recuperação e o acesso ao crédito. No próximo ano, o varejo têxtil deve entrar em recuperação, mesmo sendo um ano eleitoral e de Copa do Mundo. Haverá uma descompressão, mas os varejistas precisam adaptar a uma nova escala de operação, primando pela eficiência, estratégia, logística e branding”, garantiu Gonçalves.

“Somente um setor eficiente, em relação ao conjunto da economia, consegue manter a inflação setorial abaixo da inflação global”, afirmou Gonçalves ao analisar a Evolução de Preços do Vestuário. Como pode ser observado no gráfico a seguir, o IPCA subiu da base média de 100, em 2010, para 156,09, em 2017. Enquanto, na mesma base, o índice ao consumidor de vestuário foi a 138,58.

O estudo apresentado pela FGV Projetos contempla um conjunto amplo de dados, que podem ser consultados na íntegra, por varejistas associados à ABVTEX, em: www.abvtex.org.br/estudos-de-mercado

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